Na manhã do dia 12/04 o Sindicato reuniu com a Energisa Mato Grosso para tratar sobre os assuntos referentes ao PPR 2017 e PPR 2018. Nesta reunião a empresa apresentou o resultado (veja anexo), onde 4 indicadores zeraram, sendo eles: Compensações, DEC, Inadimplência últimos 12 meses e Pendente.
O Sindicato cobrou da Energisa MT que a responsabilidade por estes indicadores terem zerados é exclusivamente da administração da Empresa e que os trabalhadores têm cumprido com suas obrigações, não sendo justo então, serem prejudicados.
O STIU/MT defendeu também que o PPR 2018, indicadores, pesos e metas tem que ser definidos considerando a realidade ocorrida em 2017 e quais as providências efetivas que foram ou serão tomadas para corrigir os erros cometidos. Diante disso, a Empresa solicitou uma nova reunião que será realizada dia 19/04/2018 (quinta-feira) para o prosseguimento das negociações.
O seminário realizado na última sexta-feira (23/3) pelo Sindicato dos Urbanitários de Mato Grosso (STIU-MT), para debater os impactos da privatização da Eletrobras/Eletronorte, lotou o auditório do Hotel Holyday Inn, contando com as presenças de trabalhadores eletricitários, dirigentes sindicais. Também marcaram presenças representantes de setores expressivos da sociedade mato-grossense, casos da Famato, representando o agronegócio, Sindenergia-MT e Procon Estadual.
Para subsidiar o debate o STIU/MT realizou parceria com o Instituto Ilumina e DIEESE, que apresentaram estudos contendo informações técnicas e estratégicas para um entendimento profundo a respeito do que pode ocorrer com a privatização da Eletrobras/Eletronorte, demonstrando que o Estado Brasileiro abrir mão do controle do setor elétrico, traria consequências altamente negativas para o consumidor, indústria, comércio e agricultura, além de um ato extremamente lesivo aos interesses do País.
Gustavo Teixeira, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), afirmou que a privatização implica na perda do controle do setor elétrico e sobre o manancial de águas dos rios que movimentam as usinas hidrelétricas, que passarão para o poderio de grandes grupos econômicos. Isso, além do aumento ainda maior da tarifa e deterioração da qualidade dos serviços prestados.
Agenor de Oliveira, representante do Instituto Ilumina, que também proferiu palestra no seminário, alertou que outros países do mundo estão barrando a entrega do setor elétrico para o capital privado, tendo em vistas a experiência negativa da privatização. Na Alemanha o setor está sendo retomado pelo governo, e que em países como EUA, Canadá e Austrália tem sido barrada a entrada de capital estrangeiro para a compra de empresas do setor elétrico, por questões de segurança nacional. Nos EUA, o setor público federal possui a maior parte da capacidade de energia hidrelétrica, principalmente o controle das grandes hidrelétricas, e o Corpo de Engenheiros do Exército é quem opera grande parte delas.
O palestrante Agenor Oliveira denunciou que “as bandeiras tarifárias são uma grande farsa. Que o que predomina não é a carência de água, mas a incompetência nos esvaziamentos dos reservatórios, feitos sem critérios técnicos consistentes”. Agenor ressaltou que o Brasil tem capacidade para armazenar cinco meses de carga de energia, algo que não se consegue em nenhum m país do mundo.
“A participação ampla no seminário demonstrou que os impactos negativos, que podem ocorrer, caso o projeto prevendo a privatização da Eletrobras/Eletronorte seja aprovado pelo Congresso Nacional, preocupa amplos setores da sociedade”, analisou Dillon Caporossi, presidente do STIU/MT. “O debate sobre a privatização não deve ser pautado por questões ideológicas, pois estão em jogo necessidades essenciais para a sobrevivência dos cidadãos brasileiros e mato-grossenses, que pagam uma conta de luz muito elevada. Está em questão o que pode acontecer com preço de um insumo básico, que pesa sobremaneira no custo final das empresas em geral, que geram empregos e impostos, fazendo movimentar as engrenagens da economia do estado e País, e que já operam enfrentando muitas dificuldades”, afirmou Dillon Caporossi. “A privatização da Eletrobras/Eletronorte compromete o desenvolvimento de Mato Grosso e País, além do futuro dos nossos filhos e netos e compromete a manutenção da soberania do Brasil enquanto Nação”, concluiu Dillon.
Participaram da atividade a Federação Interestadual dos Trabalhadores Urbanitários nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e no Distrito Federal – FURCEN, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), o Sindicato dos Urbanitários no DF (STIU-DF), a Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon-MT), a Internacional de Serviços Públicos (ISP), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia).
Para o Seminário que será realizado no próximo dia 23 de março, além da preocupação em ouvir os mais diversos segmentos, o Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários de Mato Grosso (STIU-MT), realizou um contato com a Internacional de Serviços Públicos (ISP), organismo internacional que atua na defesa dos trabalhadores público. No contato o STIU/MT conseguiu viabilizar, junto à regional do ISP para as américas, conexão com os sindicatos do setor elétrico da Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Canadá, Noruega, Índia, Rússia e Turquia, que acompanharão em tempo real seminário que será realizado no próximo dia 23 no Hotel Holiday Inn, em Cuiabá, a partir das 19 horas. (Conforme carta enviada)
Os sindicalistas dos diversos países, que acompanharão o seminário, contarão com o link https://www.facebook.com/Sindicato-dos-Urbanit%C3%A1rios-de-Mato-Grosso-101377700217275/?ref=br_rs, disponibilizado pelo STIU/MT para participar em tempo real dos debates. Essa integração internacional da luta dos trabalhadores do setor elétrico de Mato Grosso cumpre importante papel na discussão a respeito da intenção do governo federal de privatizar a Eletrobras/Eletronorte. Em alguns países, caso específico da Alemanha, diante dos efeitos negativos da privatização, se discute o retorno do setor elétrico para controle público. Portanto, as diversas realidades poderão ser discutidas, contribuindo para enriquecer o debate que será travado no seminário.
Além da parceria com o DIESSE e Instituto Ilumina, instituições conceituadas que realizam estudos especializados sobre o setor elétrico, a conexão realizada pelo STIU/MT com a ISP tem o objetivo de qualificar o confronto de ideias, elevando o nível da discussão a respeito do projeto de privatização da Eletrobras/Eletronorte, de modo a convergir para um debate que atenda os interesses maiores da sociedade brasileira.
A Internacional de Serviços Públicos (ISP) agrega 635 sindicatos filiados em 156 países, e exerce a representação de mais de 20 milhões de trabalhadores de serviços públicos, que prestam serviços na administração pública, nos serviços sanitários e sociais, nos serviços municipais e das empresas de serviços públicos, como água, saneamento, energia elétrica, limpeza urbana, dentre outros.
O Sindicato dos Urbanitários de Mato Grosso (STIU-MT) realizará seminário na data de 23 de março em Cuiabá, a partir das 19 horas, no Hotel Holiday Inn, para debater os efeitos da privatização da Eletrobras/Eletronorte no sistema elétrico de nosso estado.
Visando divulgar o evento o STIU-MT está promovendo campanha publicitária e mobilizando amplos setores da sociedade. Representantes de entidades civis e autoridades estão sendo convidados à participar do seminário, que contará com a participação de especialistas no setor energético pertencentes ao DIEESE e Instituto Ilumina.
Para subsidiar o seminário o STIU-MT apresentará estudo analisando o funcionamento do setor elétrico em Mato Grosso. No estudo consta análise sobre os resultados da privatização da Cemat, o aumento da conta de luz e a qualidade dos serviços prestados pela empresa distribuidora de energia e os prováveis efeitos caso a privatização da Eletrobras/Eletronorte aconteça.
“A intenção é ampliar ao máximo o debate, de modo a formar uma opinião abrangente, que traduza o sentimento da sociedade em relação ao impacto que a privatização possa causar numa área estratégica para o desenvolvimento social e econômico, que é o setor elétrico”, manifestou Dillon Caporossi, presidente do STIU-MT.
Sindicato cobra da Energisa MT providências por falta de segurança aos trabalhadores
Na tarde desta sexta-feira 02 de março de 2018, o STIU/MT protocolou na Energisa MT, a Carta STIU/PR/029/2018 (ver carta no link clicando ao lado) cobrando providências da Empresa quanto às ameaças e agressões físicas e morais que os trabalhadores vêem sofrendo nos polos e agências. Confira na íntegra a carta logo abaixo, ou clique no link para visualizar a carta.