CARTAS ENVIADAS PELO STIU/MT AOS PARLAMENTARES NO CONGRESSO NACIONAL, COBRAM ELES A VOTAREM CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS/ELETRONORTE QUE VAI ENCARECER AINDA MAIS A CONTA DE LUZ

O STIU/MT enviou carta a todos os deputados federais e senadores da bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional, enumerando as decisões tomadas no Seminário realizado em Cuiabá na data de 23 de março último.

Na carta a direção do STIU/MT informa que o documento resume os principais pontos debatidos no Seminário, a respeito do setor elétrico, com a participação de especialistas pertencentes ao DIEESE e Instituto Ilumina, cuja conclusão foi a de que a privatização da Eletrobras/Eletronorte seria altamente nociva para os consumidores e interesses maiores do estado de Mato Grosso e País.

O documento cobra que os parlamentares votem contra a proposta de privatização da Eletrobras/Eletronorte, votando em defesa do povo e do Brasil.

Outdoor que está sendo veiculado em Cuiabá e no Interior

As cartas foram endereçadas aos seguintes parlamentares (clique no nome para ver a carta): Cidinho Santos, Ezequiel Fonseca, Fabio Garcia, Jose Medeiros, Nilson Leitão, Saguas Moraes, Valtenir Pereira, Victorio Galli, Welligton Fagundes, Adilton Sachetti e Carlos Bezerra.

Companheiros,

No dia 9 de maio próximo será realizada Assembleia Geral no Barro Duro, no Portão 7, e nas cidades polos: Rondonópolis, Cáceres, Barra do Garças, Sinop, Confresa, e transmitida em tempo em real pelo facebook.

Na Assembleia será discutido o posicionamento da Energisa MT sobre as cobranças, que o STIU/MT tem feito pelo fato de quatro indicadores do PPR/2017 não terem alcançado a meta e terem zerado.

Durante as reuniões com a direção da Energisa MT o STIU/MT tem defendido que os trabalhadores não podem ser responsabilizados por erros na gestão da empresa. Por isso, faz-se necessário que a Energisa MT pague aos trabalhadores um valor adicional como forma de compensar os quatro indicadores que foram zerados por erros da administração da empresa.

O pagamento da compensação é uma forma da empresa reconhecer, com atitudes e não apenas com discurso, que os trabalhadores têm cumprido com o papel que lhes cabe na distribuição de energia elétrica para o povo de Mato Grosso.

FIRME NA LUTA!!

Divulgação fere a cláusula 56ª do Acordo Coletivo e a Energisa MT tem a obrigação de pagar multa aos trabalhadores pela prática ilícita

Distorcendo a verdade a Energisa MT tenta enganar os trabalhadores, especialmente os recém-contratados, de que os benefícios do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) são benesses oferecidas pela empresa, em flagrante descumprimento à cláusula 56ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2016/2018).

Além de um desrespeito aos trabalhadores, que conquistaram os benefícios por meio da mobilização e luta comandada pelo STIU/MT, a conduta da Energisa MT também configura um ato ilícito, quando a empresa divulga que oferece o Vale Alimentação, transporte, plano de saúde, assistência odontológica, reembolso de medicamentos, previdência privada, auxílio creche, auxílio dependente especial e seguro de vida, omitindo que são conquistas que fazem parte do ACT celebrado pelo Sindicato.

Devido ao ato ilícito da direção da Energisa MT, o STIU/MT entrará com processo na Justiça do Trabalho, caso a empresa não cumpra o estabelecido na cláusula 59ª, que estabelece: ““fica estabelecido multa de 2%, calculado sobre o piso salarial (…), caso haja descumprimento de qualquer cláusula deste Acordo Coletivo de Trabalho, que se reverterá em favor dos empregados (…)”.

A Energisa MT tem a obrigação, em conformidade com o que determina a Lei, de pagar multa por não respeitar o Acordo Coletivo de Trabalho, por meio de manipulação tentando se apropriar das conquistas dos trabalhadores consumando uma prática fraudulenta.

Veja carta em que o STIU/MT notifica a Energisa MT a pagar multa devido a pratica ilícita

Na verdade, se dependesse da Energisa MT os trabalhadores teriam ficado sem o Plano de Saúde,  Bolsa de Estudos, Auxílio Doença Previdenciário, PPR, Hora Extra 100%, com a implantação do Banco de Horas, que iria estabelecer um regime de trabalho semiescravo para explorar os trabalhadores em último grau. Os trabalhadores ficariam sem benefícios importantes para suas vidas e das suas famílias, que constam no ACT.

Benefícios resultam da mobilização e luta dos trabalhadores comandados pelo STIU/MT

 

 

Na manhã desta quinta-feira dia 19 de abril de 2018, foi realizada mais uma reunião entre o STIU-MT e a Energisa MT, para tratar a respeito do PPR. Na reunião, com relação ao indicador Inadimplência dos últimos 12 meses (IU12M), a Empresa apresentou um gráfico contendo a projeção dos valores mensais para o ano de 2018, juntamente com os resultados ocorridos em 2017 e expôs um conjunto de medidas que, segundo ela, fará este indicador ficar dentro da meta projetada.

O Sindicato questionou a empresa que esta projeção e as ações explanadas não consideram os fatores que comprometem este indicador, especialmente no 2º semestre. Para reforçar isso, o Sindicato questionou a Empresa que o IU12M ficou fora da meta, ou seja, zerou nos anos de 2017, 2016 e 2015.

Em seguida, a empresa apresentou o plano de ação para a manutenção do sistema elétrico de Mato Grosso. O Sindicato voltou a questionar a Energisa MT, afirmando ser inadmissível que no ano de 2018 o número de inspeção visual da rede elétrica e a inspeção dos alimentadores sejam menores que em 2017. Especialmente porque o indicador DEC ficou fora da meta, zerando também, e a empresa é campeã de reclamação dos clientes junto ao Procon por vários anos.

O STIU-MT cobrou da empresa outros aspectos do PPR tais como: valor do programa e os critérios, até mesmo porque a Empresa, na reunião realizada no dia 12 de dezembro de 2017, esboçou uma proposta defendendo que o valor do PPR seja proporcional aos salários para o ano 2018. Ou seja, quem ganha mais receberia valores maiores, enquanto quem ganha menos receberia valores menores.

Diante de tudo isso, o Sindicato cobrou um posicionamento oficial da Empresa para ser levado para Assembleia Geral.

Conclamamos a todos os trabalhadores e trabalhadoras da Energisa MT a se manterem mobilizados pois a força da nossa união e luta é decisiva para mantermos e ampliarmos a conquista do PPR. Assim que for marcada a AGE, todos que trabalham nessa Empresa tem o dever de participar, tanto em Cuiabá como no interior do Estado, pois a Assembleia Geral será transmitida em tempo real pelo facebook (https://www.facebook.com/Sindicato-dos-Urbanit%C3%A1rios-de-Mato-Grosso-101377700217275/?ref=bookmarks).

PPR 2016

Conforme já publicado anteriormente, o Sindicato ajuizou ação trabalhista para que a Energisa MT demonstre quais foram os beneficiários do pagamento dos R$ 23,5 milhões, como informado na carta 20451/2017/GEGP. A Energisa MT contestou a ação trabalhista do Sindicato tentando de todas as formas ocultar a explicação que todos os trabalhadores têm o direito de saber: “Para quem foi destinado os R$ 23,5 milhões”?

O Sindicato irá apresentar a impugnação às alegações dentro do prazo legal (20/04/2018).