DSC07410Os trabalhadores da Energisa Mato Grosso reunidos em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na manhã desta sexta-feira (07/08/2015) em frente ao portão 07 do Complexo Barro Duro, analisaram e deliberaram sobre a proposta da empresa para o Programa de Participação nos Resultados – PPR 2015.

Após várias discussões os trabalhadores aprovaram uma contraproposta no valor de R$7.500,00 para o Programa, com 50% de adiantamento, mantendo princípios, condições e datas de pagamento do Acordo de PPR 2014.
Com relação aos indicadores, metas e respectivos pesos, propostos pela Energisa MT, os trabalhadores, ao invés de rejeitá-los, reivindicam que a empresa demonstre quais as medidas de gestão (técnicas e administrativas), parâmetros de cálculos que tornarão factível a proposta apresentada.

Mudança de regra

A formulação desta contraproposta é decorrente da constatação de várias alterações nas regras dos PPRs anteriores, tais como:
– mudança da data de pagamento do Programa de abril para maio;
– a proporcionalidade que era mensal (1/12) passaria a ser por dias trabalhados (1/365);
– a não especificação do pagamento aos trabalhadores com contrato por prazo determinado;
– a exclusão do empregado demitido por justa causa, contrariando o posicionamento do Ministério Público do Trabalho;
– zerar o indicador, caso o resultado alcançado esteja abaixo de 80% das metas propostas, e desconsiderar os valores superiores a 120%. Essa proposta contraria inclusive o comunicado feito pelo presidente da Energisa MT, por ocasião do pagamento do PPR 2014. No comunicado o presidente destaca que os dois indicadores que ficaram abaixo dos 80% mínimos pontuaram, assim como os outros dois indicadores que ficaram acima de 120%.

Quanto pior melhor? Não para os trabalhadores!!!

Com relação à apuração do PPR 2014, referente ao indicador Despesas Controláveis (OPEX), a AGE decidiu em cobrar da empresa qual o critério utilizado para computar o valor mais desfavorável aos trabalhadores, tendo em vista que no balanço patrimonial de 2014 e ao mercado foi informado o valor de R$422.300,00 milhões e para apuração do indicador foi utilizado o valor de R$456.527,13 milhões sob a alegação de que a Aneel permite a capitalização de parte dessas despesas. A cobrança desse critério prende-se ao fato de que quanto menor o valor das Despesas Controláveis maior será o resultado do PPR 2014 para os empregados e o fato da Aneel permitir a capitalização de parte das despesas não justifica a utilização de um mecanismo que prejudica os trabalhadores.

Veja carta encaminhada à Energisa MT.

Na raça, na consciência!

O STIU-MT parabeniza a todos os trabalhadores pela maciça presença na AGE e, apesar do problema no equipamento de som que levou a Assembleia ser realizada na garganta, a intensa participação e união demonstraram a consciência e o comprometimento na luta pela construção de dias melhores.

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