Denúncia contra a Energisa MT no Ministério Público do Trabalho, por expor empregados ao risco de morte, em prática Antissindical
13 de novembro de 2020
13 de novembro de 2020
13 de novembro de 2020



05 de novembro de 2020

Os trabalhadores da Energisa MT, reunidos em Assembleia Geral realizada na manhã de 5/11, nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Confresa, Sinop, Cáceres e transmitida em tempo real por meio de redes sociais, rejeitaram a proposta da Energisa MT, apresentada na reunião por vídeo conferência, realizada no dia 19/10, ficando assim mantida a Pauta de Reivindicação apresentada a essa Empresa no dia 04/09.
Foi divulgada na Assembleia Geral áudio da reunião ocorrida no dia 09/10, no DECP (Barro Duro), onde o supervisor afirmou categoricamente aos trabalhadores que “o valor do PPR vai ser pago integral e corrigido (…) o valor vai ser R$ 5.047, corrigido”, e, desta forma, a Assembleia Geral aprovou o valor de R$ 5.047, devidamente corrigido, para o PPR de 2020.
A Pauta de Reivindicação dos trabalhadores foi protocolada na Energisa MT no dia 4/09 e a 1ª Reunião ocorreu somente no dia 19/10, ou seja, 45 dias depois do protocolo. Não bastasse isso, a Energisa apresentou propostas para acabar com direitos já conquistados pelos trabalhadores. A proposta da Energisa MT pretende acabar com a Hora-Extra 100%, criar o Banco de Horas para compensar em até 1 ano as horas extras realizadas, e, ainda, diminuir o valor da Hora-Extra de 100% para 50%. A proposta da Empresa pretende acabar com: a comissão paritária, para elaboração do PPR; diminuir a vigência do Acordo Coletivo de Trabalho para 1 ano; reduzir o número de representantes sindicais e acabar com a estabilidade durante o exercício do mandato.


Diante de todos ataques contidos na proposta da Empresa, os trabalhadores, por unanimidade, rejeitaram a referida proposta, ficando mantida a Pauta de Reivindicação dos trabalhadores apresentada para a Energisa MT, no dia 4/09. A Assembleia Geral decidiu pela deflagração de Greve por tempo indeterminado, a partir do dia 18/11/2020, caso a empresa não apresente uma proposta respeitosa para celebração do Acordo Coletivo de Trabalho e para o Programa de Participação dos Resultados 2020.






29 de outubro de 2020
O STIU/MT protocolou no Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso denúncia contra Energisa MT por prática antissindical. O áudio abaixo comprova que coordenador e supervisor do setor do DECP reuniram com os trabalhadores no dia 9 de setembro, véspera da Assembleia Geral realizada no dia 10/9, sobre o pretexto de realizar o DDS (Diálogo Diário de Segurança), mas na verdade o motivo da reunião era pressionar os trabalhadores para não participarem da Assembleia Geral. Nessa reunião, o coordenador e o supervisor usaram vários argumentos falaciosos, tais como: que o ACT prevê o tempo máximo de 2 horas de duração das Assembleias Gerais Extraordinárias, que o valor de R$ 5.047,00 será pago integral no mês de maio do ano que vem, tentando ludibriar os empregados de que não é necessário o atingimento das metas para obter o valor integral do programa, entre outras irregularidades cometidas. Ouça o áudio da reunião e leia a denúncia.