O seminário realizado na última sexta-feira (23/3) pelo Sindicato dos Urbanitários de Mato Grosso (STIU-MT), para debater os impactos da privatização da Eletrobras/Eletronorte,  lotou o auditório do Hotel Holyday Inn, contando com as presenças de trabalhadores eletricitários, dirigentes sindicais. Também marcaram presenças representantes de setores expressivos da sociedade mato-grossense, casos da Famato, representando o agronegócio, Sindenergia-MT e Procon Estadual.

Para subsidiar o debate o STIU/MT realizou parceria com o Instituto Ilumina e DIEESE, que apresentaram estudos contendo informações técnicas e estratégicas para um entendimento profundo a respeito do que pode ocorrer com a privatização da Eletrobras/Eletronorte, demonstrando que o Estado Brasileiro abrir mão do controle do setor elétrico, traria consequências altamente negativas para o consumidor, indústria, comércio e agricultura, além de um ato extremamente lesivo aos interesses do País.

Gustavo Teixeira, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), afirmou que a privatização implica na perda do controle do setor elétrico e sobre o manancial de águas dos rios que movimentam as usinas hidrelétricas, que passarão para o poderio de grandes grupos econômicos. Isso, além do aumento ainda maior da tarifa e deterioração da qualidade dos serviços prestados.

Agenor de Oliveira, representante do Instituto Ilumina, que também proferiu palestra no seminário, alertou que outros países do mundo estão barrando a entrega do setor elétrico para o capital privado, tendo em vistas a experiência negativa da privatização. Na Alemanha o setor está sendo retomado pelo governo, e que em países como EUA, Canadá e Austrália tem sido barrada a entrada de capital estrangeiro para a compra de empresas do setor elétrico, por questões de segurança nacional. Nos EUA, o setor público federal possui a maior parte da capacidade de energia hidrelétrica, principalmente o controle das grandes hidrelétricas, e o Corpo de Engenheiros do Exército é quem opera grande parte delas.

O palestrante Agenor Oliveira denunciou que “as bandeiras tarifárias são uma grande farsa. Que o que predomina não é a carência de água, mas a incompetência nos esvaziamentos dos reservatórios, feitos sem critérios técnicos consistentes”.  Agenor ressaltou que o Brasil tem capacidade para armazenar cinco meses de carga de energia, algo que não se consegue em nenhum m país do mundo.

“A participação ampla no seminário demonstrou que os impactos negativos, que podem ocorrer, caso o projeto prevendo a privatização da Eletrobras/Eletronorte seja aprovado pelo Congresso Nacional, preocupa amplos setores da sociedade”, analisou Dillon Caporossi, presidente do STIU/MT. “O debate sobre a privatização não deve ser pautado por questões ideológicas, pois estão em jogo necessidades essenciais para a sobrevivência dos cidadãos brasileiros e mato-grossenses, que pagam uma conta de luz muito elevada. Está em questão o que pode acontecer com preço de um insumo básico, que pesa sobremaneira no custo final das empresas em geral, que geram empregos e impostos, fazendo movimentar as engrenagens da economia do estado e País, e que já operam enfrentando muitas dificuldades”, afirmou Dillon Caporossi. “A privatização da Eletrobras/Eletronorte compromete o desenvolvimento de Mato Grosso e País, além do futuro dos nossos filhos e netos e compromete a manutenção da soberania do Brasil enquanto Nação”, concluiu Dillon.

Participaram da atividade a Federação Interestadual dos Trabalhadores Urbanitários nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e no Distrito Federal – FURCEN, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), o Sindicato dos Urbanitários no DF (STIU-DF), a Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon-MT), a Internacional de Serviços Públicos (ISP), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso (Sindenergia).

 

Para o Seminário que será realizado no próximo dia 23 de março, além da preocupação em ouvir os mais diversos segmentos, o Sindicato dos Trabalhadores Urbanitários de Mato Grosso (STIU-MT), realizou um contato com a Internacional de Serviços Públicos (ISP), organismo internacional que atua na defesa dos trabalhadores público. No contato o STIU/MT conseguiu viabilizar, junto à regional do ISP para as américas, conexão com os sindicatos do setor elétrico da Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Canadá, Noruega, Índia, Rússia e Turquia, que acompanharão em tempo real seminário que será realizado no próximo dia 23 no Hotel Holiday Inn, em Cuiabá, a partir das 19 horas. (Conforme carta enviada)

Os sindicalistas dos diversos países, que acompanharão o seminário, contarão com o link https://www.facebook.com/Sindicato-dos-Urbanit%C3%A1rios-de-Mato-Grosso-101377700217275/?ref=br_rs, disponibilizado pelo STIU/MT para participar em tempo real dos debates. Essa integração internacional da luta dos trabalhadores do setor elétrico de Mato Grosso cumpre importante papel na discussão a respeito da intenção do governo federal de privatizar a Eletrobras/Eletronorte. Em alguns países, caso específico da Alemanha, diante dos efeitos negativos da privatização, se discute o retorno do setor elétrico para controle público. Portanto, as diversas realidades poderão ser discutidas, contribuindo para enriquecer o debate que será travado no seminário.

Além da parceria com o DIESSE e Instituto Ilumina, instituições conceituadas que realizam estudos especializados sobre o setor elétrico, a conexão realizada pelo STIU/MT com a ISP tem o objetivo de qualificar o confronto de ideias, elevando o nível da discussão a respeito do projeto de privatização da Eletrobras/Eletronorte, de modo a convergir para um debate que atenda os interesses maiores da sociedade brasileira.

A Internacional de Serviços Públicos (ISP) agrega 635 sindicatos filiados em 156 países, e exerce a representação de mais de 20 milhões de trabalhadores de serviços públicos, que prestam serviços na administração pública, nos serviços sanitários e sociais, nos serviços municipais e das empresas de serviços públicos, como água, saneamento, energia elétrica, limpeza urbana, dentre outros.

O Sindicato dos Urbanitários de Mato Grosso (STIU-MT) realizará seminário na data de 23 de março em Cuiabá, a partir das 19 horas, no Hotel Holiday Inn, para debater os efeitos da privatização da Eletrobras/Eletronorte no sistema elétrico de nosso estado.

Visando divulgar o evento o STIU-MT está promovendo campanha publicitária e mobilizando amplos setores da sociedade. Representantes de entidades civis e autoridades estão sendo convidados à participar do seminário, que contará com a participação de especialistas no setor energético pertencentes ao DIEESE e Instituto Ilumina.

Para subsidiar o seminário o STIU-MT apresentará estudo analisando o funcionamento do setor elétrico em Mato Grosso. No estudo consta análise sobre os resultados da privatização da Cemat, o aumento da conta de luz e a qualidade dos serviços prestados pela empresa distribuidora de energia e os prováveis efeitos caso a privatização da Eletrobras/Eletronorte aconteça.

A Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT)(veja convite protocolado) e Federação do Comércio (Fecomércio)(veja convite protocolado), fazem parte da lista de convidados a participar da mesa de debate que ocorrerá no seminário, também foi convidado o Procon-MT (veja convite protocolado) tendo como objetivo que os segmentos se manifestem, visto que existe uma reclamação generalizada em ambos os setores a respeito do preço da tarifa. Entidades civis, entre elas sindicatos de trabalhadores(veja convite protocolado), também participarão dos debates, marcando posição a respeito da privatização da Eletrobras/Eletronorte. Também fazem parte da lista de convidados o governador Pedro Taques(veja convite protocolado), o prefeito Emanuel Pinheiro(veja convite protocolado), o deputado Eduardo Botelho(veja convite protocolado), presidente da Assembleia Legislativa e o vereador Justino Malheiro(veja convite protocolado) além dos deputados federais Adilton Sachetti(veja convite protocolado), Carlos Bezerra(veja convite protocolado), Ezequiel Fonseca(veja convite protocolado), Fábio Garcia (veja convite protocolado), Nilson Leitão(veja convite protocolado), Ságuas Moraes(veja convite protocolado), Valtenir Pereira(veja convite protocolado), Victório Galli(veja convite protocolado) e senadores Cidinho Santos (veja convite protocolado), José Medeiros (veja convite protocolado) e Wellignton Fagundes (veja convite protocolado) representando a área política do debate. Faz parte da lista de convidados o PSI (Public Services Internacional ou Internacional de Serviços Públicos em português) (veja convite enviado) e será transmitido o evento para as entidades do setor elétrico pertencentes em vários países como Alemanha, França, Itália, Canadá, Russia, Turquia, Índia e etc.

“A intenção é ampliar ao máximo o debate, de modo a formar uma opinião abrangente, que traduza o sentimento da sociedade em relação ao impacto que a privatização possa causar numa área estratégica para o desenvolvimento social e econômico, que é o setor elétrico”, manifestou Dillon Caporossi, presidente do STIU-MT.

Seminário

08 de março de 2018