O STIU/MT realizou assembleia geral em frente ao portão 7 do Barro Duro, Cáceres, Rondonópolis, Confresa, Matupá, Barra do Garças, além do acompanhamento em vários municípios do Estado e em Cuiabá, por facebook, oportunidade em que foi discutida e aprovada a proposta negociada pela diretoria do Sindicato na reunião realizada em 3 de julho com representantes da Energisa MT. A proposta consiste no pagamento de R$ 4.880,00 para alcance de 100% do Programa, com o adiantamento de 50% – R$ 2.440,00 – que será pago juntamente com a folha de pagamento de julho do corrente ano. Ou seja: em 2 de agosto os trabalhadores receberão a metade do valor total do PPR/2018.

Percebendo o avanço na negociação conduzida pelo STIU/MT os trabalhadores aprovaram por unanimidade a proposta de R$ 4.880,00, com o recebimento da metade do valor no início de julho. Anteriormente a Energisa MT defendeu a proposta de pagar o PPR/2018 proporcional ao salário, o que iria beneficiar aqueles que ganham mais e prejudicar sensivelmente os que ganham menos, que são a maioria. Além disso, a Energisa MT também propôs o pagamento de 40% na primeira parcela do Programa.

O Programa de Participação nos Resultados (PPR) passou a vigorar a partir de 2006, com o valor de R$ 400,00, que passou por um processo constante de aumento ao longo dos 12 anos de existência, fruto da mobilização e luta para que a empresa distribuidora de energia elétrica reconheça o mérito dos trabalhadores pelos resultados obtidos.

A proposta para o PPR/2018, conquistada pelos trabalhadores, no entanto, não cessa a luta por um Plano de Manutenção condizente, que permita oferecer aos consumidores serviços de qualidade e eliminar os riscos de vida enfrentados pelos trabalhadores, que vem enfrentando ameaças contra suas vidas devido aos problemas causados pela má qualidade dos serviços.

Outro ponto fundamental é garantir o melhor desempenho possível dos indicadores, apesar da má gestão da empresa criar obstáculos. No ano de 2017 o valor de R$ 4.201,44 correspondeu a 87,53% do Programa, devido ao fato de quatro indicadores (Compensações, DEC, Inadimplência nos 12 meses e Pendente) terem zerado, o que atesta as denúncias do STIU/MT em relação aos problemas criados pela empresa, que impactam negativamente nos indicadores do PPR.

A mobilização dos trabalhadores, para que a Energisa MT invista no sentido de oferecer serviços de melhor qualidade, tem representado a constante luta para eliminar os riscos, que tanto os trabalhadores como a população correm de sofrer as consequências de acidentes causados pelas más condições de funcionamento do setor de distribuição de energia. Um compromisso sério dos trabalhadores, que acima de tudo priorizam não apenas benefícios para a categoria, entretanto defende os interesses públicos quando cobram da empresa serviços de melhor qualidade e segurança para a vida de todos.

Na tarde desta terça-feira (05/06), o STIU/MT participou de mais uma rodada de negociações com a Energisa MT sobre o Programa de Participação nos Resultados 2018. No começo da reunião, os representantes da Energisa MT questionaram em que está embasado a contraproposta dos trabalhadores aprovada na Assembleia Geral do dia 25 de maio de 2018. Ou seja, o valor de R$7.000,00 (sete mil reais) para o Programa, com o adiantamento de 50% (cinquenta por cento), no mês de julho de 2018. Os representantes da Energisa MT afirmaram que o Plano de Manutenção do Sistema Elétrico é suficiente para alcançar as metas dos indicadores que haviam sido propostos pela Empresa para o PPR e que o valor que a Energisa MT proporia, seria de R$4.820,00 (quatro mil oitocentos e vinte reais) e adiantamento de 40%.

A direção do Sindicato defendeu que o Programa de Participação nos Resultados é uma conquista que não existia, começou no ano de 2006 com o valor de R$400,00 (quatrocentos reais) e durante os anos de luta alcançou a importância de R$4.800,00 (quatro mil e oitocentos reais) no ano de 2017. O STIU/MT defendeu ainda, que a reivindicação está embasada no trabalho, na dedicação e comprometimento dos trabalhadores.

Os dirigentes do Sindicato, reiteraram que o Plano de Manutenção do Sistema Elétrico apresentado pela Empresa na reunião do dia 19 de abril de 2018 é muito pior que o de 2017 já que a manutenção preventiva – o número de inspeções visuais dos alimentadores, do sistema elétrico e poda de árvores – previstos para 2018 é bem inferior ao realizado em 2017.

O Sindicato cobrou que até a presente data a Energisa MT não cumpriu o compromisso de encaminhar formalmente esse Plano de Manutenção conforme acordado em mesa de reunião. E também que, este documento não é secreto, pois a Energisa MT é uma concessionária de serviços públicos e este Plano de Manutenção atinge toda a população do Estado de Mato Grosso que paga uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo.

Outro aspecto que exige a elaboração de um Plano de Manutenção condizente, é garantir serviços de qualidade para a população e ainda eliminar as ameaças contra a vida dos trabalhadores devido à má gestão dos serviços prestados à população. O Sindicato citou vários casos de ameaças contra a vida dos trabalhadores, que ocorreram no Polo Coxipó, Agências Comerciais, Polo Várzea Grande, Rondonópolis e o trágico assassinato do companheiro Gilmar Francisco da cidade de Paranaíta, que estava trabalhando sozinho em área de risco.

No ano de 2017 o valor pago do PPR foi de R$4.201,44 (quatro mil duzentos e um reais e centavos), correspondente a 87,53% do Programa, devido ao fato de 4 indicadores (Compensações, DEC, Inadimplência últimos 12 meses e Pendente) terem zerados, fato este que comprova as denúncias que o Sindicato fez sobre a má gestão da Empresa. O STIU/MT encaminhou carta à Energisa MT denunciando que muitas Ordens de Serviço eram baixadas sem o devido atendimento no Departamento de Operação do Sistema, conforme vários empregados já haviam denunciados para o presidente da Empresa.

Diante de tudo isso, a Empresa se comprometeu a apresentar uma nova proposta, considerando a reivindicação dos trabalhadores em elaborar um Programa de Participação dos Resultados com valor, adiantamento, indicadores e metas condizentes com um Plano de Manutenção efetivo que melhore a qualidade dos serviços prestados à população e, por conseguinte, acabar com as ameaças que os trabalhadores vêm sofrendo.

Companheiros, assim que a Empresa apresentar nova proposta do PPR, o Sindicato convocará Assembleia Geral para analisa-la. No entanto, desde já fica marcada uma Assembleia Geral Extraordinária para o dia 29 de junho de 2018 pela melhoria dos serviços prestados à população, e dessa forma, por um fim nas ameaças que os trabalhadores vêm sofrendo.

O STIU/MT protocolou na Energisa MT a carta STIU/PR/204 (leia a carta) apresentando a contraproposta dos trabalhadores aprovada em Assembleia Geral do dia 25 de maio de 2018. Continue lendo »